SENSOR DE GLICOSE

A tecnologia a serviço do tratamento do diabetes

Desde o surgimento do primeiro medidor de glicose a partir do sangue da polpa digital, a tecnologia tem contribuído de forma rápida a serviço do tratamento do Diabetes. Estamos agora vivendo uma era em que as ferramentas disponíveis surgem a cada dia, o que contribui para o bom controle metabólico dos pacientes.

glicemia capilar2

A evolução dos smartphones foi um dos passos decisivos para o surgimento de uma série de ferramentas digitais que podem aproximar médicos e pacientes se utilizadas de forma ética e profissional. A consulta presencial não pode ser dispensada nem substituída pela tecnologia conforme o código de ética médica mas pode ser utilizada como coadjuvante no tratamento. Vários glicosímetros integram os monitores de glicose com a tecnologia bluetooth além de aplicativos com compartilhamento automático dos dados para “nuvem” possibilitando a checagem de informações e relatórios de qualquer computador ou dispositivo móvel.

A seguir destacamos as inovações mais recentes:

Sensor de monitoramento de glicose:

Em breve estará disponível no Brasil um aparelho inovador, um disco do tamanho de uma moeda que fica acoplado ao braço, com um cateter de plástico voltado para dentro da pele. Seu objetivo é medir a glicemia sem precisar furar o dedo, escaneando o aparelho no braço com um medidor.

SENSOR DE GLICOSE

Essa glicemia que é medida sem o uso de sangue é chamada de glicemia intersticial, que mede a quantidade de glicose do líquido das células que está em contato com o cateter. Esse dispositivo fica acoplado ao corpo por 14 dias trazendo mais conforto ao usuário, além de manter a medição glicêmica muita mais controlada. O principal benefício do aparelho novo é mostrar a tendência da glicemia instantaneamente, o que previne muitas hipo e hiperglicemias. A cada escaneamento o leitor mostra um gráfico com o passado, o presente e o futuro da glicose do paciente. O passado é apresentado por meio do histórico das últimas 8 horas. O presente é a glicose no momento do scan. E o futuro é mostrado por meio de uma seta que indica a tendência da glicemia. Aos final dos 14 dias são gerados vários gráficos que auxiliam o médico a fazer as modificações das doses de insulina e medicações de forma mais precisa.

 

Sistema de infusão subcutânea contínua de insulina (Bombas de infusão de insulina):

As bombas de infusão de insulina são equipamentos pequenos e portáteis que liberam insulina de ação rápida 24 horas por dia. Do tamanho aproximado de um pequeno telefone celular, as bombas de infusão liberam insulina através de um pequeno tubo e uma cânula colocados sob a pele. A quantidade de insulina liberada pode ser adaptada para satisfazer as necessidades individuais dos pacientes. A novidade atual são as bombas com suspensão automática da infusão de insulina em caso de hipoglicemia. Através de um algoritmo, o equipamento é capaz de fazer uma previsão do que irá acontecer meia hora antes com sinalização para que o paciente tome suas providências e evite um quadro grave de hipoglicemia.

Pâncreas artificial:

Os estudos para a criação de um “pâncreas artificial” já fazem 10 anos. Esse equipamento consiste de um sensor de glicose subcutâneo que monitora os níveis de glicose no sangue, uma bomba de insulina e um controlador que é o “cérebro” do aparelho. O objetivo final é que os aparelhos trabalhem sozinhos, independentemente do ser humano. O projeto DREAM (Diabetes Research, Education and Action for Minorities) formado por representantes da Alemanha, Israel e Eslovênia já estudou 24 pacientes com esse aparelho e os resultados são promissores. Não existe ainda uma projeção de data de lançamento mas estamos no caminho.