Tireóide

A Tireóide é uma glândula situada na região anterior do pescoço que produz e armazena hormônios: Tiroxina (T4) e Triiodotironina (T3). Esses hormônios são muito importantes durante toda a vida. A produção de hormônios pela tireóide é regulada pela hipófise, glândula situada no cérebro. Dessa forma, quando a produção de hormônios tireoidianos é insuficiente, ocorre um aumento na produção do TSH (Hormônio estimulante da tireóide) pela hipófise e quando há excesso de hormônios há redução na liberação de TSH causando um equilíbrio nos níveis sanguíneos.

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Hipotireoidismo

Hipotireoidismo refere-se à produção diminuída dos hormônios da tireóide. O Hipotireoidismo pode se manifestar em todas as fases da vida. Logo ao nascimento a criança deve ser submetida ao Teste do Pezinho que detecta, entre outras doenças, o Hipotireoidismo congênito (link hipotireoidismo congênito em endocrinologia pediátrica). A deficiência dos hormônios da tireóide nos primeiros meses de vida acarreta lesões neurológicas irreversíveis, as quais são evitáveis através do início precoce do tratamento.
Durante a infância e adolescência os hormônios da tireoide participam ativamente do crescimento e desenvolvimento do indivíduo. O Pediatra deve estar atento a sinais como bócio (aumento do volume da glândula), crescimento deficiente, pele ressecada, dentre outros, principalmente quando existe história familiar de doença da tireoide.
Gestantes também devem estar atentas e fazer dosagem dos hormônios no início da gestação pois a passagem dos hormônios maternos pela placenta no primeiro trimestre da gestação é fundamental para o bom desenvolvimento do feto.

Hipertireoidismo

Chama-se Hipertireoidismo o excesso na produção de hormônios pela tireóide causando sinais como agitação, taquicardia, perda de peso e algumas vezes alterações oculares. A causa mais comum é a produção de auto-anticorpos que estimulam continuamente a glândula que passa a produzir hormônios de forma autônoma, sem a regulação fisiológica pela hipófise. O tratamento inicial é através de medicamentos seguido do tratamento com iodo radioativo nos casos que não respondem ao tratamento clínico.

Nódulos da tireóide

Os nódulos de tireoide são muito comuns na população em geral, sendo benignos na sua grande maioria. O câncer de tireoide está presente em apenas 5% dos nódulos e tem bom prognóstico. Alguns sinais clínicos como crescimento rápido e rouquidão sugerem malignidade e devem ser prontamente referidos ao médico para investigação mais detalhada. A Ultrassonografia da tireóide com doopler colorido fornece informações importantes na distinção entre nódulos malignos e benignos. Para os nódulos maiores que 01 cm está indicado realizar uma punção aspirativa por agulha fina (PAAF) para retirada de material que será encaminhado para análise citológica.
Pacientes do sexo masculino e crianças com nódulos de tireóide devem ser exaustivamente investigados pois podem apresentar evolução menos favorável no caso de tumores malignos.